quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ANÁLISE, PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DE AULA COM MATERIAL DIGITAL - AULA UTILIZANDO OS RECURSOS DO PROGRAMA TV ESCOLA



O tema da incorporação de novas tecnologias e suas linguagens na Educação deixou de ser polêmico. Afinal, não explorar na escola um potencial de recursos tão ricos seria o mesmo que hospitais rejeitarem aparelhos de tomografia computadorizada ou pessoas se recusarem a usar o caixa eletrônico do banco.
A questão agora é como os atores educacionais estão se apropriando dessas novas tecnologias, não só do ponto de vista do seu manuseio, mas principalmente de sua utilização pedagógica, para que possam provocar impactos positivos na escola.
Os equipamentos são valiosos quando incorporados, conscientemente, ao projeto pedagógico da escola.
Um dos eixos das mudanças na Educação passou e ainda passa por sua transformação em um processo de comunicação autêntica e aberta entre professores e alunos, primordialmente, mas também incluindo administradores e comunidade, principalmente os pais.
Só vale a pena ser educador dentro de um contexto comunicacional participativo, interativo, vivencial. Só aprendemos profundamente dentro deste contexto. Não vale a pena ensinar dentro de estruturas autoritárias ou de forma autoritária. Pode até ser mais eficiente em curto prazo – os alunos aprendem rapidamente determinados conteúdos programáticos – mas não aprendem a ser pessoas, a ser cidadãos.
Com a internet estivemos e ainda estamos tendo de modificar a forma de ensinar e de aprender. Muitas formas de dar aula hoje não se justificam mais. Perdemos tempo demais, aprendemos muito pouco, nos desmotivamos continuamente.
O conceito de curso, de aula, também muda. Hoje entendemos por aula um espaço e tempo determinado. Esse tempo e espaço cada vez serão mais flexíveis. O professor continua “dando aula” quando está disponível para receber e responder mensagens dos alunos, quando cria uma lista de discussão e alimenta continuamente os alunos com textos digitais, páginas da Internet, fora do horário específico de sua aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes, quando tanto professores quanto alunos estão motivados e entendem a aula como pesquisa e intercâmbio, supervisionados, animados, incentivados pelo professor. O professor precisa estar atento, porque a tendência na Internet é para a dispersão fácil. O intercâmbio constante de resultados, a supervisão do professor pode ajudar a obter melhores resultados.


O audiovisual representa para a língua falada o que o livro representa para a língua escrita. Uma das mais ricas possibilidades que a televisão tem a oferecer para a Educação é a do estudo da língua. Talvez porque a língua seja, ou assim se pode considerar, o mais importante dos temas transversais, aquele que perpassa todos os demais temas de que trata a escola.
Com os programas voltados para disciplinas específicas (considerando também aqui, o programa TV escola), pode-se estudar, por exemplo, a utilização das diferentes linguagens técnicas. Esta é uma excelente forma de se aprender os diversos termos próprios de cada área e como isso acontece no interior dos grupos, criando por assim dizer, outro código dentro do código mais geral da língua.
Os recursos audiovisuais possibilitam identificar, entre outras, uma linguagem da Matemática, uma linguagem da Geografia, outra da Biologia, da Física, outra da Química. Isso, de certa forma, extrapola o espaço da escola. É importante considerar que todas essas áreas têm sua maneira própria de se expressar oralmente e a língua é um elemento fundamental nesse processo, quando não o seu elemento determinante.
A antena parabólica não apenas traz o mundo para dentro da escola por meio dos diversos programas, mas, igualmente, situa a escola numa outra perspectiva...


OBS.: a segunda parte deste texto será postada amanhã, 26/08/2010.

CURSISTA: Silvania Bucar
PROFESSOR FORMADOR: Erivaldo Dias dos Santos


NOS PRÓXIMOS DIAS ESTAREI POSTANDO O RESULTADO DAS AULAS MINISTRADAS NO ENSINO MÉDIO (atividade 4)
25/08/2010 às 22h18

quinta-feira, 29 de julho de 2010

PLANO DE AULA

PLANEJAR É MAIS SEGURO DO QUE IMPROVISAR!!!

Cursista: Silvania Bucar
Professor Formador: Erivaldo Santos
Unidade 2 Atividade 4
Julho/2010

PLANO DE AULA


SONDAGEM
Objetivos Específicos
-Introduzir os alunos na temática a ser estudada
-Colher os conhecimentos prévios dos alunos
-Mobilizá-los para o assunto a ser trabalhado

-Possibilitar a Comunicação e expressão oral
-Favorecer a expressão corporal
-Mostrar o sentido da aprendizagem para o aluno: aprendizagem significativa
-Estabelecer relações com os conhecimentos da aula anterior ou da temática anterior.


PROBLEMATIZAÇÃO
Objetivos específicos
-favorecer o entendimento sobre Fisiologia Humana com foco na cardiologia....
-Levar o aluno a estabelecer relações fisiológicas com a patologia da hipertensão arterial...
-Possibilitar o desenvolvimento de habilidades de observar, comparar...



Construir conceitos....
-Problematizar as questões relativas a patologia em questão......
-Resolução de desafios e situações práticas para o controle e/ou prevenção de “doenças” crônicas.....
-Contextualizar para compreender a dinâmica fisiológica da referida patologia...
-Promover o debate....


Sistematização/
Consolidação
Objetivos específicos
-consolidar os conhecimentos....
-Organizar as noções trabalhadas...


Realizar as tarefas de casa, exercícios de fixação ativa
-Estabelecer relações
-Resolver situações aplicando os conhecimentos aprendidos
- Desenvolver as habilidades e os hábitos


Generalização/Aplicação
-Objetivos específicos
-estabelecer vínculos do conhecimento com a vida
-Possibilitar a criatividade
-Possibilitar a aplicação do conhecimento em situações do cotidiano

-Aplicar os conhecimentos para interpretação e análise da realidade
-Desenvolver projeto de intervenção

PESQUISA
-planejar objetivos: para quê? Por quê?
-Qual o problema a ser encaminhado?
-Buscar informações
-Selecionar, organizar, comparar, analisar, correlacionar.
-Fazer inferências a partir dos dados coletados


Motivar os alunos
-discutir o tipo de pesquisa: bibliográfica? De campo?
-Escolha do assunto
-Onde pesquisar
-Como pesquisar
-O que pesquisar
-Postura adequada nos locais da pesquisa
-Roteiro para a pesquisa
-Plano da pesquisa
-Relatório da pesquisa


Estratégias
-Tempestade cerebral
-Técnica de grupo
-Análise do tema
-Estudo em grupo
-Estudo dirigido
-Pesquisa em sala de aula
-Pesquisa em casa


-Leitura de um texto
-Análise de fotos, gravuras, mapas, tabelas, gráficos.
-Desenvolvimento de projeto
-( disciplinar ou interdisciplinar)
-Debate
-Excursões
-Estudo do Meio
-Estudo de caso
-Simulações
-Atividades práticas

PLANO DE AULA

“INSTRUMENTO” INDISPENSÁVEL NA PRÁTICA DOCENTE.
PLANEJAR É UM ATO DEMOCRÁTICO DE CADA DOCENTE, PORTANTO ESTE NÃO DEVE SER ENGESSADO!
SILVANIA BUCAR

quarta-feira, 28 de julho de 2010

AULA DA UNIDADE 2 ATIVIDADE 4 SOBRE O CONTEÚDO FISIOLOGIA HUMANA

Biologia

Plano de Aula Ensino Médio

Problema é pressão baixa

Bases LegaisCiências da Natureza e Matemática

ConteúdoFisiologia humana

Conteúdo relacionado
Reportagem de Veja
12 por 8, a missão - 19/03/2008

Objetivos Revisar tópicos sobre o funcionamento do sistema circulatório humano e aprofundar conhecimentos sobre sua dinâmica Introdução A reportagem de VEJA associada a este plano traz uma notícia muito boa para os hipertensos — a descoberta do alisquireno, uma droga anti-hipertensiva de última geração. Esse fármaco aumenta muito a rapidez no controle do mecanismo renina-angiotensina, responsável pela elevação da pressão arterial. Até então, com os atuais medicamentos, o retorno desse mecanismo ao equilíbrio era de aproximadamente trinta dias. Esse tempo agora pode ser reduzido à metade e com poucos efeitos colaterais. A hipertensão é geralmente um problema circulatório silencioso, assintomático, que origina algumas doenças, como o acidente vascular cerebral, a insuficiência cardíaca, o infarto do miocárdio e a lesão renal. A leitura da reportagem, portanto, é uma boa oportunidade para examinar o sistema vascular humano e os procedimentos utilizados para o controle da pressão arterial. Atividades 1ª aula – É interessante lembrar à garotada que no imaginário popular o termo hipertensão vem carregado de outros significados, como pressão no trabalho, tensão familiar, nervosismo ou estresse. Do ponto de vista médico, no entanto, nada mais é do que uma elevação na pressão arterial, sem levar em conta a causa. Cite como exemplo a corrida de um jogador de futebol. Nesse momento, sua pressão arterial aumenta, o que é necessário e saudável. O que diferencia o esportista em relação ao hipertenso crônico é a rapidez com que a pressão retorna ao normal, estabilizando-se novamente. Distribua cópias do quadro “Pressão Sistólica e Diastólica” (abaixo) e explique que, ao medir a pressão arterial, o resultado é expresso por dois valores dados em milímetros ou centímetros de mercúrio, uma unidade usada para as medidas de pressão em fluidos, seja ela atmosférica, hidráulica ou sanguínea. A leitura é feita com o valor da sistólica, seguido do valor da diastólica. Por exemplo: 120/80 mm Hg (milímetros de mercúrio) ou, simplificando, 12 por 8 (centímetros de mercúrio).
Faça logo depois um breve histórico das primeiras investigações sobre o sistema vascular nos animais, começando pela apresentação do quadro “Uma Longa História” (abaixo) e, se possível, seguido pela leitura do texto do site da Casa Oswaldo Cruz.
Ilustrações Gil Tokio/Pingado
Para saber mais Uma longa históriaEmbora a observação da pulsação vascular remonte à antiguidade egípcia, o estudo mais sistemático da pressão arterial só se iniciou no século XVII. Lembre que é dessa época o barômetro, criado pelo italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) para medir a pressão atmosférica. Alguns anos antes, seu conterrâneo, o médico Santorio Santorio (1561-1636) inventou um aparelho para medir a freqüência e a variação do pulso, o pulsilogium, criação que também é atribuída a Galileu Galilei (1571-1630). Coube ao inglês Stephen Hales (1677-1761) o primeiro trabalho sobre medição da pressão arterial em animais, publicado já no século XVIII. Nele, Hales descreve os procedimentos que adotou para determinar a pressão arterial em uma égua.

2ª e 3ª aulas – Levante algumas questões para os jovens: por que será que é comum ouvir falar que “fulano de tal” morreu de pressão alta e quase nunca de pressão baixa? Por que será que os laboratórios gastam fortunas no desenvolvimento de medicamentos para tratamento de hipertensão e não de hipotensão? As respostas, pelo menos em parte, estão na evolução da espécie humana. Os seres que sobreviveram dispunham de mecanismos contra a pressão baixa. O nosso corpo tem inúmeras defesas para enfrentar esse problema, mas tem pouco o que fazer contra a pressão alta. Daí a necessidade dos medicamentos. Retome os conteúdos a respeito da regulação do batimento cardíaco e da pulsação arterial pelo sistema nervoso autônomo. Feito isso, estimule uma discussão acerca das causas que levariam ao aumento ou à diminuição da pressão arterial, em situações normais (hipertensão fisiológica) ou patológicas. Complemente essa parte com a leitura do resumo apresentado no quadro “O que Altera a Pressão” (abaixo).
Para saber mais O que altera a pressão
A pressão arterial diminui: - Quando há aumento de temperatura corpórea ou do ambiente – dilatação dos vasos sanguíneos; - Com a eliminação excessiva de sal e água pelos rins. A elevação da pressão nas artérias pode ser decorrente de: - Incremento do ritmo cardíaco, motivado, por exemplo, por uma baixa oxigenação, ar rarefeito etc.; - Perda de flexibilidade e permeabilidade de vasos sanguíneos – arteriosclerose, placas de ateroma; - Mau funcionamento dos rins – insuficiência renal gerando pouco retorno da água ou alta concentração de sal; - Medo (efeito da adrenalina) – hormônio da luta/fuga, prepara o organismo para situações de risco; - Aumento da pulsação das artérias – sistema nervoso autônomo e suas interferências; - Hormônio antidiurético – diminui a excreção de água pela urina, aumentando o volume sanguíneo.

Finalize com a discussão em torno do mapa conceitual (abaixo). Com base nele e no texto que o acompanha, explique como acontece a regulação do sistema circulatório pelos sistemas endócrino e excretor.
Para seus alunos

domingo, 11 de julho de 2010

20/08/2007 - 09h15
O que muda com a reforma da língua portuguesa
Publicidade
da Folha de S.Paulo
As novas regras da língua portuguesa devem começar a ser implementadas em 2008. Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro. Veja abaixo quais são as mudanças.
Conheça regras de acentuação do novo acordo ortográfico
HÍFEN
Não se usará mais:1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMADeixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIALNão se usará mais para diferenciar:1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETOPassará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"
ACENTO CIRCUNFLEXONão se usará mais:1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDONão se usará mais:1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
GRAFIANo português lusitano:1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"






MINUTA DE DECRETO
Estabelece cronograma para a vigência
do Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa e orienta a sua
implementação.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o
art. 84, incisos II, VII e VIII, da Constituição, e em observância ao Decreto Legislativo nº 54,
de 18 de abril de 1995 e ao Decreto de Promulgação nº....,
DECRETA:
Art. 1º O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em
16 de dezembro de 1990, ratificado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995, e
promulgado pelo Decreto nº........ , entrará em vigor no Brasil a partir de 1º de janeiro de
2009.
Parágrafo único. No período de transição entre 1º de janeiro de 2009 e 31 de
dezembro de 2012 haverá a convivência da norma ortográfica atualmente em vigor com a
nova norma estabelecida pelo Acordo, e ambas serão aceitas como corretas nos exames
escolares, provas de vestibulares e concursos públicos, bem como nos meios escritos em
geral.
Art. 2º. O Ministério da Educação, o Ministério da Cultura e o Ministério das
Relações Exteriores, em atendimento ao artigo 2º do Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, com a colaboração da Academia Brasileira de Letras e entidades afins dos países
signatários do Acordo, tomarão as providências necessárias com vistas à elaboração de um
vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa.
Art. 3º Os livros escolares distribuídos pelo Ministério da Educação à rede
pública de ensino de todo o país serão autorizados a circular, em 2009, tanto na atual quanto
na nova ortografia, e deverão ser editados, a partir de 2010, somente na nova ortografia,
excetuadas as reposições e complementações de programas em curso, conforme especificação
definida e regulamentada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE.
Art. 4º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, de de 2008; 187º da Independência e 120º da República.

Fundamentalmente importante esta informação:
“...Parágrafo único. No período de transição entre 1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012 haverá a convivência da norma ortográfica atualmente em vigor com a nova norma estabelecida pelo Acordo, e ambas serão aceitas como corretas nos exames escolares, provas de vestibulares e concursos públicos, bem como nos meios escritos em geral”.

Consulta à internet - atividade 3 sob o título Wikipédia
Silvania Bucar
Professor Formador: Erivaldo Dias dos Santos
Conforme as orientações didáticas da Unidade 2 - Atividade 3, procurei pelo verbete de 2 espécies vegetais úteis do bioma cerrado no Wikcionário e não as encontrei: Alibertia edulis (A. Rich.) L. Rich. (marmelada-de-bezerro) e Annona crassiflora Mart. (araticum).
Para tanto, faço a contribuição com base científica sobre a caracterização de uma das referidas espécies vegetais:
Alibertia edulis (A. Rich.) L. Rich.
Família: Rubiaceae
Nome popular: ajuriú, amaina, apuruí, goiaba-preta, marmelada-de-bezerro, marmelo-do-cerrado, marmelinho, puriuzinho, puruí, puruí-pequeno.
Ocorrência: borda de Mata, Cerradão Mesotrófico e Distrófico.
Distribuição: Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Tocantins.
Floração: ano todo, principalmente de julho a abril.
Frutificação: ano todo, mas principalmente de fevereiro a maio.
Descrição botânica: árvore dióica de até 8m, pouco ramificada, totalmente glabra exceto o cálice, a corola e, às vezes, a face dorsal das folhas pubescentes. Folhas opostas, simples, pecioladas, com estípulas interperciolares; estípulas conspícuas, membranáceas, triangulares, rostradas no ápice; limbo com 7,5 a 25 x 4,0 a 8,5 cm, de oval a lanceolado, cartáceo; ápice agudo a acuminado; base aguda e obtusa; nervura mediana plana na face ventral e elevada na dorsal; nervuras secundárias e terciárias mais visíveis na face ventral, elevadas nas duas faces; pecíolo com 0,5 a 1,5 cm de comprimento. Inflorescência glomérulo terminal, congesto, paucifloro. Flores com 2 a 3 cm de comprimento, actinomorfas, sésseis, cálice de cupulado a curto-tubuloso, 4 a 5 denticulado; corola alva, hipocrateriforme, com 4 a 5 lobos imbricados; flores masculinas em maior número que as femininas; estames 4 ou 5, sésseis, alternipétalas, inseridos na fauce da corola; flores femininas solitárias ou aos pares; ovário 2 a 5 locular, multiovulado; estilete 1; estigma fusiforme. Fruto baga com até 4,5 cm de diâmetro, verde, globosa. Rígida, coroada pelo lacíneos eretos do cálice; sementes muitas, pequenas, castanho-claras.
Espécie afim
Outra espécie, A. sessilis (marmelada-de-cachorro), apresenta folhas e frutos bem menores e menos atacados por pragas, por isso são mais consumidos pela população humana.
Uso
Pela sua folhagem, assim como pelas alvas flores e porte, esta planta é ornamental, podendo ser utilizada em paisagismo (jardins e parques).
Para uso alimentar regional, a polpa da fruta é mais consumida ao natural ou sob a forma de geléia. Talvez pela presença de pectina, a porção interna, escura e viscosa, possa ser utilizada como “enchimento” para outros doces (Rizzini, 1970a). Essa polpa possui coloração negra quando madura e sabor acridoce. Foi constatado o consumo de suas folhas por bovinos.
Aspecto ecológico
Ambas as espécies (A. edulis e A. sessilis) geralmente ocupam o estrato arbustivo, principalmente do Cerradão e Mata Mesofítica, surgindo sobretudo em seus bordos ou quando estes já sofreram algum tipo de perturbação humana. Os frutos são constantemente atacados por pragas, dificultando o seu amadurecimento, e como conseqüência, é raro ser encontrado um fruto sadio (Guarim Neto, 1985).
ALMEIDA, S.P.; PROENÇA, C.E.B.; SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F. Cerrado: espécies vegetais úteis. Planaltina: EMBRAPA-CPAC, 1998. xiii + 464p.
ISBN 85-86764-02-7
1. Cerrado – Planta. 2. Cerrado – Espécie vegetal. I. EMBRAPA. Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (Planaltina, DF). II. Título.
CDD 581.748
Cursista: Silvania Bucar
Professor Formador: Erivaldo Santos